O tatuador perguntou pela terceira vez se tinha certeza do que estava fazendo, apenas balancei a cabeça e fechei os olhos. Depois de alguns segundos, ele suspirou e enfim começou a trabalhar.
Enquanto minha pele era marcada, lágrimas quentes corriam pelo meu rosto. As palavras gravadas permanentemente seriam meu lembrete, assim nunca mais esqueceria. Era isso que eu precisa, um souvenir!
Horas depois o homem todo pintado anunciou que minha tatuagem estava pronta, sorri tristemente e me levantei para admirar seu trabalho. As palavras reluziram do lado esquerdo das minhas costelas, abaixo do coração, como eu tinha imaginado. Toquei com suavidade as letras e sussurrei um obrigado ao tatuador.
Finalmente, eu estava marcada com a única coisa capaz de me destruir.


