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| Fonte: Alquimia das Palavras |
Devaneando, sempre volto aquele outubro. Naquela noite tudo ficou tão claro, como água límpida. Instantaneamente, uma omelete de sentimentos fez meus olhos marearem, contudo nenhuma lágrima rolou face abaixo. Um tsunami de recordações me assolou, dentre as ondas, a lembrança de quando seu sorriso me cativou, ainda era inverno. Então, antes que pudesse compreender algo, me arrebataram dali. De volta a minha realidade, pude extravasar. Naquela primavera, finalmente, compreendi que te amava.
Não obstante, dezembro chegou junto com o verão. Era hora da despedida, foi tudo tão confuso, haviam palavras entaladas na minha garganta. Tive vontade de sussurrá-las em seu ouvido, porém me contive. Então, veio a dor lancinante. Não consegui viver um segundo sequer sem pensar em ti, entretanto nem sentiste minha falta. Eram noites de pura tormenta, enquanto tu vivias tranqüilamente. No entanto, na última noite do ano fiz uma promessa a mim mesma, da qual irei cumprir estando certa ou errada.
Atualmente, estamos em fevereiro. Tudo anda tão confuso, você tem falado comigo, mas ando na defensiva e sei exatamente por quê. Ainda há feridas, ainda sinto dores, contudo aprendi a conviver com a sua ausência.


