Suas mãos seguraram minha cintura com tamanha delicadeza, enquanto aproximava seu rosto do meu. A respiração descompassada revelava o nervosismo, um arrepio correu pela minha espinha. O que viria a seguir? Perguntei-me, mas não fiquei cozinhando as idéias pra descobrir. Aproximou seus lábios dos meus, os olhos elevaram-se para me decifrar, contudo apenas sorri. Então, sua boca tocou a minha. Beijou-me docemente, mas logo seus lábios se tornaram urgentes. Sua mão correu pelas minhas costas, enquanto a outra me trazia pra mais perto. Separou sua boca da minha, os lábios pousaram no meu pescoço. Outra onda de arrepios passou pelo meu corpo, senti o desejo crescer.
- Me faça sua... – sussurrei no seu ouvido.
Pela minha visão periférica vi um sorriso arteiro desabrochar em sua face, enquanto mordia a minha orelha. Meus dedos flutuaram até os botões da sua camisa, coloquei um a um pra fora da casinha, então tirei o tecido do seu ombro. Sua boca logo bloqueou a minha, suas mãos passearam pelas minhas costas. Nesse instante a porta se abriu, voamos cada um para um canto, assustados.
- Oie... Só queria perguntar... – começou a falar, mas logo parou – Ah... Acho que atrapalhei alguma coisa... – disse com a voz confeitada de culpa.
- Atrapalhou... – afirmou para o irmão.
- Ok! Eu volto outra hora... – informou.
- Não! Já que começou, termina... – disse chateada.
- É bobagem... – afirmou - Desculpe ter atrapalhado... – disse e fechou a porta.
Ele me encarou com o olhar recheado de culpa, deu um sorrisinho amarelo e suspirou.
- Que balde de água fria... – afirmei.
- Esqueci de trancar a porta... – confessou.
- Acho que estamos com os pés frios... – falei e cai na risada.
- Acho que sim... – articulou entre risos.
- Quer dar uma volta por ai? – investiguei.
- É uma excelente ideia... Quem sabe não aquecemos nossos pés... – ponderou com ares divertidos.
- Mas antes... – proferi - Me beija? – pedi.
Ele apenas sorriu aquele sorriso travesso e me beijou.


