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sábado, 10 de novembro de 2018
NUNCA MAIS
CATEGORIAS: Escolhas,
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Ponto Final,
Sinceridade
Eram oito e meia da manhã quando a campainha tocou pela terceira vez, a essa altura já havia dito um bocado de palavras mal criadas. Enrolei a toalha pelo corpo, enquanto caminhava apressadamente até a porta. Girei a chave no tambor e torci a maçaneta, tirei o pedaço de madeira da minha frente segundos depois.
- Você? – indaguei com uma sobrancelha arqueada.
- Nós precisamos conversar... – afirmou com uma pitada de desespero em seu tom.
- Não! Não há mais nada para ser dito... – relembrei-o, então bati a porta, mas suas mãos a seguraram.
- Me deixa entrar! – implorou.
- Pra que? – investiguei.
- Por favor... – suplicou.
Dei um passo para trás e fiz sinal para que entrasse. Caminhou a passos largos para dentro do apartamento, enquanto eu fechava a porta.
- Ok! Qual o assunto tão importante? – inquiri impacientemente.
- Eu estava confuso, por isso cometi o maior erro da minha vida... – articulou timidamente.
- Hum... Qual? – perguntei ironicamente.
- Te deixar! – falou com a voz recheada de remorso.
- Ah! Agora tu vens falar que estava confuso... – ponderei entre risos – Sinto te informar, mas não estou interessada em saber o que se passa pela tua cabeça... - afirmei sarcasticamente.
- Como? – perguntou confuso.
- É isso mesmo que ouviu... Não quero saber! – expliquei.
- Mas... – começou, contudo brecou.
- Não te desejo o mal, todavia não lhe desejo o bem... Só quero que saia da minha vida! – explanei calmamente.
- Eu ainda te amo! – revelou desesperadamente.
- No entanto, eu não! – disse com um sorriso torto
- Anita! Seja razoável, pense em tudo o que vivemos juntos... – pediu com uma pitada de esperança.
- Não há boas lembranças, Victor! Apenas me esqueça! – falei friamente.
- Você não sabe o inferno que estou passando... – falou com a voz embargada.
- Sei perfeitamente... Você ainda pensa em mim quando está com ela, ainda sonha comigo...
Contudo, nunca mais me terá! – assegurei.
- No que você se transformou? – indagou assustado.
Sorri – Desfrute bem o néctar da dor! – sugeri.
- Você é um monstro! – articulou enraivecido.
Então, deu as costas e saiu pela porta em fúria bárbara.
- Graças a você! – proferi entre risos.
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